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19 de abr. de 2010

16 de abr. de 2010

Élévation - Elevação

Au-dessus des étangs, au-dessus des vallées,
Des montagnes, des bois, des nuages, des mers,
Par delà le soleil, par delà les éthers,
Par delà les confins des sphères étoilées,



Acima dos valões, acima dos quintais,
Das montanhas, dos bosques, das nuvens, dos mares,
Muito depois do sol, dos campos estelares,
Muito além dos confins das esferas astrais,


Mon esprit, tu te meus avec agilité,

Et, comme un bon nageur qui se pâme dans l'onde,
Tu sillonnes gaiement l'immensité profonde
Avec une indicible et mâle volupté.


Espírito meu, voas com agilidade;

Como o bom nadador que na onda se excita,
Mergulhas com prazer na amplidão infinita,
Na indizível volúpia da virilidade.



Envole-toi bien loin de ces miasmes morbides;

Va te purifier dans l'air supérieur,
Et bois, comme une pure et divine liqueur,
Le feu clair qui remplit les espaces limpides.


Decola para longe deste chão doente,

Vai te purificar no ar superior
E sorver o límpido, divino licor
Da clara luz que inunda o espaço transparente.



Derrière les ennuis et les vastes chagrins
Qui chargent de leur poids l'existence brumeuse,
Heureux celui qui peut d'une aile vigoureuse
S'élancer vers les champs lumineux et sereins;

Em meio a infortúnio, mágoa e veneno,

Que tornam mais pesada esta vida brumosa,
Feliz de quem puder com asa vigorosa
Alçar vôo no céu luminoso e sereno;


Celui dont les pensers, comme des alouettes,
Vers les cieux le matin prennent un libre essor,
-- Qui plane sur la vie, et comprend sans effort
Le langage des fleurs et des choses muettes!



Quem tiver pensamentos como a passarada

Que no ar da manhã revoa em liberdade
-- Quem planar sobre a vida, entender a verdade,
Na linguagem da flor e das coisas caladas!




Charles Baudelaire, tradução Jorge Pontual


*Jorge Pontual é repórter e escritor, vive em New York há 10 anos.  Jornalista freelancer e dono da empresa On Time TV Inc. Faz reportagens para a Globo News, programas Sem Fronteiras e Milênio.

*Texto retirado  do blog: www. nyontime.blogspot.com-  com a devida autorização do tradutor e jornalista: Jorge Pontual










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11 de abr. de 2010

A mulher ideal- O que ela tem que as outras não têm

De vez em quando, as circunstâncias me levam a perguntar a mim mesmo quem é o meu tipo de mulher ideal. Acho que acontece com todo mundo, não? Diante de um rompimento doloroso ou confrontados com a possibilidade de um compromisso, somos forçados a pensar sobre o tipo de pessoa que nos faria felizes.

Eu mesmo nunca fui bom em responder a essa pergunta. Sempre a considerei um exemplo de racionalidade mal aplicada. De que adianta concluir que eu gosto de loiras com alma de escritora se eu vou acabar envolvido com uma morena com corpo de passista? A vida é implacável com as nossas convicções. E morre de rir das nossas certezas.

Uma vez, milênios atrás, eu estava na porta do cinema com um casal de amigos. Eles queriam me apresentar uma garota com quem achavam que eu teria alguma afinidade. Ela veio chegando, eles a mostraram à distância e eu descartei: “Não é meu tipo”. Cinco anos depois, eu gemia no escuro por causa dela, que tinha me dado um pé na bunda. Foi uma das relações mais marcantes da minha vida – e nem era meu tipo...

Mesmo assim, hoje em dia me parece útil refletir sobre as qualidades e os defeitos que cativam cada um de nós. Ainda que seja de uma forma provisória. Não sei se isso ajuda conscientemente nas nossas escolhas, mas certamente contribui para um melhor entendimento de nós mesmos. Como dizia um amigo meu, nada explica mais sobre uma pessoa do que a escolha que ela faz de parceiros.

Mas, ao pensar na mulher ideal, não me vem à cabeça uma lista como aquelas captadas pelas pesquisas americanas, em que se enumeram características bem específicas. Recentemente, uma sondagem de opinião com as mulheres da Geração Y (que ainda não fez 30 anos) descobriu que o homem ideal, além de bem-sucedido, bonito, seguro, sensível e inteligente, além de atleta, gourmet e hábil administrador financeiro, deveria ser também “inspirador”. O que diabo quer dizer isso?


Não. Quando eu penso na mulher ideal tendo a olhar para trás e fazer um apanhado das características das pessoas que passaram pela minha vida. Lembro delas e sou forçado a concluir que aquilo que me agrada ou desagrada nas mulheres não é tão diferente daquilo que me agrada ou desagrada nas pessoas em geral. Trata-se de temperamento e de personalidade, nunca de currículo. O que a pessoa tem, fez ou sabe tende a ser uma consequência do que ela é – e nesse pedaço do “ser” se fixa o meu interesse.

Feitas essas ressalva, vamos à descrição da Mulher Ideal, com tudo o que ela tem de arbitrário e pessoal. Talvez ajude algum sujeito por aí a entender as suas próprias preferências. Talvez ajude as mulheres a refletir sobre o que vai pela cabeça conturbada dos homens:

Quando eu penso na mulher ideal, o primeiro adjetivo que me vem à mente é afetuosa. Aprendi, com o passar dos anos, que gosto de ter ao meu redor gente que se vincula e que demonstra carinho, sem ser chata. Racionalidade e distanciamento são virtudes importantes, mas elas não me comovem. Eu gosto de mulher doce.

Outra coisa da qual eu gosto é elegância, entendida como um jeito de se relacionar com o mundo e com as pessoas. Não se trata apenas de roupas. A elegância de que eu falo começa no jeito de andar, mas se expressa, sobretudo, em atitudes e palavras. É uma mistura de harmonia, altivez e senso de humor. Eu me incomodo cada vez mais com grossura e vulgaridade.

Tolerância é fundamental. Todo mundo que tem algum conhecimento sobre si mesmo sabe que seres humanos são falíveis e contraditórios. É preciso apreciar a diversidade dos comportamentos e olhar para os demais com generosa ironia. Mulheres bravas, que só recriminam as pessoas em volta, me trazem más recordações.

Eu gosto de gente rebelde. Não precisa ser a Rosa de Luxemburgo, mas alguma dose de indignação e engajamento é essencial. Pessoas que não percebem as injustiças ou não se incomodam com elas me incomodam. Gente que só olha para a própria barriga também não me vai. A mulher ideal tem de ser cúmplice quando o sujeito estiver exasperado com o andamento do mundo.

Olhando para trás, percebo que eu aprecio a originalidade. Não gosto de mulher igual às outras mulheres, por mais bonita que seja. Quem se confunde com o bando não me atrai. As pessoas têm de ter luz própria, personalidade, estilo. Defeitos, talvez. É isso que as torna interessantes e, às vezes, indispensáveis – onde você vai arrumar outra mulher como aquela se ela é única?

Beleza é essencial, claro – mas ela vem em vários formatos. Loira, alta, magra e de olhos azuis? Não precisa. Cabelos castanhos são lindos, opulência é sensacional, baixinhas são sexy e há dezenas de formatos de rostos irresistíveis. Existem também a graça e a sensualidade, sem as quais a beleza fica muda. Na vida real não se aplica o padrão das passarelas ou mesmo das novelas, mas beleza ainda faz diferença.

Por fim, eu admiro as mulheres leves. Não, não se trata de magreza. É um jeito de olhar para a vida sem mágoas, com curiosidade e interesse. É a facilidade de rir e de se surpreender, de ficar feliz. O oposto disso é a mulher amarga, rancorosa, mal humorada. Isso afasta.

Haveria outras coisas a acrescentar ao perfil da Mulher Ideal: inteligência, independência e até mesmo, como diria Vinícius de Moraes, uma indefinível e ocasional melancolia. Mas o que temos na lista é suficiente para marcar o meu ponto de vista e começar a discussão. Existe ou não a Mulher Ideal?


Fonte: Site da Revista Época-Postado em 07/04/2010- O autor Ivan Martins é editor-executivo de ÉPOCA

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3 de mar. de 2010

Onde está seu amparo???

Correria,correria,correria...tempo,tempo,tempo...trabalho,faculdade,escola...

Afffff!!! Tantas obrigações para serem feitas no dia que para a maioria das pessoas,eu acho,o ideal seria que o dia tivesse 30 horas e ainda sim, algumas diriam: 'talvez para mim o ideal seria um dia com 35 horas!'

É essa correria,esse 'meter a cara' nos afazeres que o mundo/a sociedade exige e isso faz com que muitos esqueçam do essencial: Deus!

Conversando com uma amiga minha, ela falava de um professor que lencionava na facul uma matéria a qual defende uma corrente da psicanálise que diz que as pessoas se sentem desamparadas(~vazio) por isso muitas buscam suprir esse desamparo,ou melhor,buscam amparo no trabalho,na faculdade,em várias coisas...

Até certo ponto isso pode ser verdade, mas não dá para generalizar.Muitos buscam seu amparo em Deus e isso já os sustenta, já os ampara, por mais difícil que seja a situação que estejam passando.Defendendo isso, ela bateu de frente com o professor e teve bastante atritos com ele.

Enfim, relatei esse fato justamente para que você que o lê agora PARE e PENSE: 'onde estou buscando meu amparo?'

Se em Deus, bendito seja Ele por isso!Que você possa fazer outras pessoas também buscarem seu amparo em Deus.

Se no trabalho,na faculdade,na escola,no namorado,enfim,em todas as coisas menos em Deus, saiba: tem alguém que espera ansiosamente por um olhar seu, por um oi. Tem um Deus que te espera...espera para transbordar todo o amor dEle em você,espera para te fazer sentir-se realmente amado(a), fazer-te sentir amparado(a)...
"Se conhecesses o dom de Deus e quem é que te diz: 'Dá-me de beber', tu é quem lhe pedirias e ele te daria água vica." (Jo 4,10)

Postado por Manu.

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22 de fev. de 2010

NOS JOGOS DA VIDA - " A história de vida de Hélio de Araújo "


A vida é um palco de teatro, onde se tem uma peça sem fim, um enredo inacabado. Cheio de dramas, incertezas, escolhas, felicidades, superações. Mesmo que para alguns seu real sentido apareça por meio de uma tragédia, na flor da idade, nos seus quase 22 anos. Foi o que aconteceu com Hélio de Araújo. Ele, professor, escritor e ativista na luta de pessoas com deficiência, por melhores condições de vida e pela inclusão social destas.


Trabalhava no comércio de Petrolina (PE) e precisou ir fazer um serviço na filial de Casa Nova (BA). “Bebi umas cervejas depois que conclui o meu trabalho e voltei para Petrolina, guiando minha moto, brincando na pista, fazendo ziguezague. Acabei caindo num barranco de cinco metros, que tinha umas pedras, quebrei o pescoço e fui resgatado duas horas depois.”, conta Hélio.

Após ser salvo, foi encaminhado ao Hospital Dom Malan, mas pelo fato da máquina de radiografia estar quebrada, teve que ser transferido para o Hospital Pró-Matre na cidade de Juazeiro (BA), ficando na Unidade de Tratamento Intensivo(UTI), com risco de morte. E o diagnóstico dado pelos médicos, fora de que Hélio, por ter sofrido uma lesão grave, estava com tetraplegia, ou seja, ele tinha perdido todos os movimentos do pescoço para baixo.

Além de estar confuso e triste com o acidente; a família de Hélio não enxergando a sua melhora resolve levá-lo para a cidade de São Paulo, no intuito de procurar um hospital especializado, em seu caso. E num total de quase dois anos de tratamento, com ajuda de fisioterapeutas, psicólogos, urologistas, isto é, com o trabalho de toda uma equipe médica específica, Hélio obtém algumas vitórias e volta a Petrolina, pois seu tratamento poderia continuar em casa.

Mesmo utilizando a cadeira de rodas, demorou um pouco para que ele aceitasse o momento que estava passando, travando assim, um processo lento e confuso dentro de si. Entretanto, ao ficar um tempo no hospital e acabar mantendo contato com as realidades de outras pessoas, as quais estavam em situações melhores ou piores que as dele; isto o impulsiona a lutar pela vida, ser feliz e virar um ativista pela questão dos direitos de pessoas com algum tipo de deficiência física.

Sofrendo preconceito da sociedade petrolinense, decide dar o primeiro passo na sua “nova vida”, começa por um emprego simples, dar aulas particulares de matemática na sua residência, pois, antes de sofrer o acidente estava matriculado na faculdade e não pôde tanto começá-la, quanto concluí-la.

Decide então por especializar-se no ensino da matemática. Presta vestibular na Faculdade de Formação de Professores de Petrolina (FFPP), conhecida agora como Universidade do Estado de Pernambuco (UPE). Travou uma luta constante e árdua, durante os quatro anos de curso, contando sempre com a ajuda dos colegas de sala de aula, que o admiravam e o encorajavam a vencer os preconceitos. Conclui bravamente e vira professor de matemática.

Inscreve-se num concurso público, para o cargo de professor e é aprovado. Começa a dar aulas para crianças da quarta série até jovens do terceiro ano do ensino médio, nas escolas municipais de Petrolina. Trabalhou também como professor de matemática e ciências, no Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA), num período de quase seis anos.

Escreve um livro contando toda sua vida, uma espécie de autobiografia, intitulado “Andanças”. E dois anos depois lança outro livro “O Quarteto”, em formato de novela, no qual conta histórias fictícias de quatro personagens, que são portadores de deficiência física e vivem nas cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

Lança também o jornal “Veredas”, que tinha o intuito de chamar atenção para as condições, em que as pessoas com deficiência estavam passando ou para premiar alguma empresa parceira, dura quatro anos. Publica ainda dois ou três cordéis sobre a questão da deficiência e tem um blog, onde publica textos, poesias, seja de situações ou momentos vividos por ele ou por outras pessoas.

Atualmente, sua luta é pela questão da acessibilidade de pessoas com deficiência na região do Vale do São Francisco. Realiza palestras, eventos e vai a congressos. É também presidente do Centro de Convivência da Pessoa com Deficiência (CCD), onde proporciona reuniões com os associados e mostrando que todos podem ser felizes, mesmo com as adversidades e limitações existentes.

O professor é casado há sete anos, com Elieda de Araújo. E sua história de amor com ela, já acontece por volta de 12 anos e como prêmio, apareceram nessa trama, os seguintes personagens: Eduardo, 7 anos; Sofia, 8 anos e Fernando, com 9 meses, as razões da vida de sua vida.

Hélio de Araújo é um grandioso exemplo tanto de vida, como de superação, mostrando que com as reviravoltas da vida, deve-se não se lamentar, mas sim levantar e continuar a luta pelos seus objetivos, independente da maneira como aconteça, para alcançar a vitória desejada. “A vida é para todos.”, afirma o professor de matemática, paranaense de nascença, mas petrolinense de coração, ao falar um pouco da sua história de vida.


Por: Emaísa Lima

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