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14 de dez. de 2010

Manual de não-instrução

Minha vida tem um buraco que não sei de que é feito. Era para tudo ser muito fácil, mas eu encasquetei de fazer tudo do jeito mais difícil. Meu problema sou só eu. Não me odeie por eu ser assim. Eu tenho a culpa de todas as culpas e, as que não tenho, tomo para mim. Eu tenho crises de segunda a noite porque me dá um vazio de não me achar. Eu tenho crises de quarta porque me achei e não gostei. Tem quem me ache sublime por tão alegre e tão melancólica assim. Eu me acho insuportável. Ok, e ao mesmo tempo a pessoa mais legal do mundo.



Eu não gosto que me escolham caminhos e fico puta porque há um tempo tenho deixado a vida escolher. Eu tenho tudo e às vezes me sinto completamente sem nada só porque a chuva cai e o sol não brilha. E se brilha, tem o maldito tom de amarelo a que eu chamo de pureza. Que eu já não sei se sei distinguir.



Eu tenho medo de crescer e ao mesmo tempo cresci rápido demais. Eu me afobo e paro. Mas quando paro, fico afobada, porque acho que o tempo passou e eu não fui junto.



Porque você gosta de mim? Você me perguntou e se perguntou isso em um recado de voz. Eu não sei responder. Você gosta de mim por tudo o que eu sou e por tudo o que eu não sou. E eu sofro, porque não sei ser não sendo. Não ser é ser sem escolher. E eu gosto de escolher, lembra?



De verdade? Não sei porque te falo tudo isso. Acho que quero te convencer de uma vez que eu sou louca para poder agir feito uma sem o medo de de repente você descobrir que eu sou louca e de repente não gostar mais de mim. Ou quero te convencer que não existe porque gostar de mim. Só porque sou louca.



Você me pediu para escrever um poema para você. Mas para escrever poema, tem um lado meu que precisa de férias dos dedos ávidos por palavras que façam sentido sem beleza. Porque, afinal, as vezes eu acredito em beleza, as vezes não.



Sabe porque eu não me encontro? Porque por definição eu sou contraditória e quem é contraditória não pode se definir. Se não me defino, não sei quem sou, não me encontro. Mas se deixo de ser contraditória, deixo de ser eu e, logo, também não me encontro.



Me explica, porque você encanou de me encontrar?

Por Emaísa Lima

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9 de out. de 2010

O que é Beleza?


 É certo que o homem pensa e age da maneira como quer. E não como uma/a sociedade anseia que o mesmo pense, logo, todos estão livres para poder criar conceitos sobre as coisas, como no caso sobre a beleza.
   A maneira de nomear os objetos, pelo indivíduo, trata-se da questão do uso das palavras, as quais com a força que se apresentam ao serem proferidas; tornam-se um discurso, que por muitos é tomado como verdadeiro e único. Porém mesmo que apareçam inúmeras formas tanto de discurso, quanto de inúmeras interpretações e entendimentos sobre ele(discurso/conceito), deve-se ter mente aberta, para que a devida compreensão ocorra, independente da aceitação que se predispõe por e para cada um.
    Haja vista que a maioria dos conceitos sobre arte, beleza, belo; não estão fechados, como também não são cíclicos, irão além de depender da relação que cada um tem com o indivíduo(objeto e espectador), como também de como cada um analisa, isto é, deve-se ter ciência de como a visão particular do homem influencia no seu entendimento.
    No caso da beleza, tanto o dicionário, quanto os inúmeros e vastos autores, no decorrer da história, tentam classificá-la ou enunciá-la, ou seja, tentam prendê-la a um único conceito; criando a ilusão de que a experiência de sentir, de ter prazer, de conviver com o objeto não é válida para o homem, privando-o de poder atuar como criador de conceitos, de ter prazer ao criar sua própria definição.
    Pois, a graça de entender a complexidade do que realmente seria o conceito/discurso sobre beleza, reside no que Schiller defende em: “ A educação do homem, numa série de cartas”, em específico na “Carta I”, que o mistério reside na compreensão, a qual é feita acerca do objeto em estudo, isto é, vai depender de como cada um tem ou vive a experiência de poder senti-la(beleza), dentro de um contexto único seu.
  Tanto que a sensação de entendimento da beleza, dá-se na sua experiência, que é a relação entre o eu e o isso (pessoa e objeto); resumindo, tem-se uma experiência estética, a qual é individual, única.
   Entenda-se por Estética, como a ciência do belo ou na tentativa de compreender o encanto que a obra de arte proporciona ao espírito humano; ao observar e conhecer o objeto posto em análise.
    Logo, o que é essencial é o olhar único e distinto do homem, junto com a experiência, os quais proporcionam uma gama de distintos sentimentos, os quais se tornam responsáveis pela criação dos discursos/conceitos , isto é, a apresentação daquilo que é posto como objeto de estudo, como no caso o que realmente se definiria beleza.
     E nunca deixar que apenas uma forma de denominação(compreensão) de algo, como beleza, seja ‘jogada’ no meio em que ela vive; mas sim dialogar com as inúmeras opiniões sobre o referido tema, assunto(beleza). Afinal, cada um, apresenta um olhar, uma experiência e a sua “própria” compreensão/definição sobre beleza, a qual não trata-se apenas como ciência do belo, mas o modo como cada um analisa ou é capaz de analisar o objeto em estudo seja ele uma obra de arte, uma música, escultura, dentre outros.


Por Emaísa Lima




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15 de set. de 2010

Anabolizantes...Com o texto para o rádio

*Sou atual monitora e produtora do Programa Eufonia, da Universidade do Estado da Bahia, UNEB-Campus III, Juazeiro-BA. E decidi postar apenas um texto e se alguém quiser conferir o nosso programa, acesse:  www.webtvjuazeiro.uneb.br e nos escute!


AS ACADEMIAS JÁ ESTÃO ABARROTADAS DE NOVOS ALUNOS/QUE NÃO MALHAM APENAS PARA TER BELEZA OU SAÚDE/ MAS SIM PARA TER UM CORPO DEFINIDO / OU MELHOR / SARADO// E A PERFORMACE TAMBÉM TEM OUTROS OBJETIVOS// PAQUERAR / FICAR E POR AI VAI...
MUITOS JOVENS/ NA SUA GRANDE MAIORIA HOMENS/ACABAM BUSCANDO CAMINHOS MAIS RÁPIDOS PARA ALCANÇAR UM CORPO MUSCULOSO/ TORNEADO/DIGAMOS ASSIM/ FAZENDO USO DE ANABOLIZANTES.//
ESSAS DROGAS/ CLASSIFICADAS COMO ESTERÓIDES / TANTO NATURAIS/ QUANTO SINTÉTICOS/ FAZEM OS TECIDOS DO CORPO HUMANO SE DESENVOLVER MAIS RÁPIDO DO QUE O NORMAL/ PRINCIPALMENTE O MUSCULAR E O ÓSSEO/ QUE NO GERAL SE TRATAM DE SUBSTÂNCIAS DESENVOLVIDAS DO HORMÕNIO MASCULINO/A TESTOSTERONA//
É PREJUDICIAL/ ALÉM DE TRANSFORMAR RADICALMENTE O CORPO DA PESSOA/ PODE CAUSAR A MORTE/// PORTANTO/ NUNCA USEM ESSE TIPO DE REMÉDIO/PREFIRAM APENAS FAZER MUSCULAÇÃO SEM MUITA INTENSIDADE//
AGORA/ HÁ CASO QUE OS ANABOLIZANTES SÃO USADOS COM INDICAÇÃO MÉDICA// EM TRATAMENTO TERAPÊUTICO/ POR EXEMPLO/ DOENÇAS/ COMO ANEMIA/ REPOSIÇÃO HORMONAL/ ALGUNS CASOS DE ATROFIAS MUSCULARES/ MAS SEMPRE SOBRE ORIENTAÇÃO DE MÉDICOS ESPECIALIZADOS//
NO ENTANTO/ O USO INDEVIDO AINDA PODE PROVOCAR DESVIOS DE COMPORTAMENTO/ AGITAÇÃO EXCESSIVA/ AGRESSIVIDADE/ PROBLEMAS NO CORAÇÃO/ COMO O APARECIMENTO DE EDEMAS// AUMENTO DO COLESTEROL/ CÂNCER DE FÍGADO/ IMPOTÊNCIA SEXUAL/ INTERROMPIMENTO DO CRESCIMENTO DOS OSSOS/ DOS MÚSCULOS//
POR ISSO/ OS ANABOLIZANTES TRAZEM PROBLEMAS SÉRIOS DE SAÚDE/CASO USADOS DE MANEIRA ERRADA/SEM CONTAR QUE NA SUA GRANDE MAIORIA SÃO VENDIDOS DE FORMA ILEGAL/E MUITOS USAM REMÉDIOS PARA ANIMAIS COMO ACELERADOR DE MÚSCULOS//
PREFIRA SEMPRE A ASSOCIAÇÃO:/ MUSCULAÇÃO E ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL/ POIS/ É MELHOR TER MÚSCULOS DEFINIDOS E SAUDÁVEIS/ DO QUE PEDIR PARA MORRER ANTES DO TEMPO/ AME SUA VIDA/E TRATE DO CORPO COMO SE FOSSE UM FILHO QUE PRECISA SEMPRE DE CUIDADOS///
O DE BEM COM A VIDA VAI FICANDO POR AQUI E EU SOU EMAÍSA LIMA PARA O PROGRAMA EUFONIA/ATÉ A PRÓXIMA SEMANA!
                                                                  Por Emaísa Lima

 

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Vamos rir um pouco?

 Depois dizem que o cara que é gay...


DUAS AMIGAS AO TELEFONE:

- Oi, me conta como foi o encontro de ontem à noite.

- Horrível, não sei o que aconteceu...
- Mas por quê? Não te deu nem um beijo?
- Sim. Beijar, me beijou. Mas me beijou tão forte que meu dente postiço da frente caiu e as lentes de contato verdes saltaram dos meus olhos...


- Não me diga que terminou por aí.

- Não, claro. Depois pegou no meu rosto entre suas mãos, até que tive que pedir que não o fizesse mais, porque estava achatando o botox e me mordia o lábio como se fossem de plástico... Ia explodir o meu implante de colágeno e quase sai o mega hair!!!


- E... Não tentou mais nada?

- Sim começou a acariciar minhas pernas e eu o detive, porque lembrei que não tive tempo de me depilar. E além do mais, me arrebatou com uma luxúria e estava me abraçando tão forte que quase ficou com minhas próteses da bunda em suas mãos e estourou meu silicone do peito....


- E depois, que aconteceu?

- Aí então, começou a tomar champanhe em meu sapato...


- Que romântico...!!!
- Romântico o cacete! Ele quase morreu!!!


-Ai, não!!!! E por quê?

- Engoliu meu corretor de joanete com a palmilha do salto..


- Nossa, que ele fez depois?

- Você acredita que ele broxou e foi embora?
- Acho que ele é gay.
- Só pode!

Luiz Fernando Veríssimo
(dizem) 

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13 de set. de 2010

Para que lado, eu vou? Vestibular e carreira


A vida escolar dos jovens é totalmente levada sem muita preocupação. Até quando a maioria dos alunos, entram no último ano do ensino médio e começam a se preparar para a competitiva corrida dos vestibulares. Sejam as provas feitas em suas cidades de origem ou em outras as quais o estudante necessite se deslocar para realizar o exame.
 O grande drama sofrido pelo aluno, não é apenas ter de fazer a ‘famosa’ prova, mas sim, qual carreira realmente deve seguir. Vale destacar que as faculdades e/ou universidades(privadas ou não), estão se desterritorializando, ou seja não estão mais ficando apenas nas capitais, forçando os alunos do interior a sair de sua terra. Mas agora, estão se deslocando para as cidades do interior(as bem desenvolvidas), com a política de criação de campus para fora das capitais.
Só que “as pessoas das regiões interioranas, ainda não tem consciência da universidade, dos seus cursos ou da vontade de ter um curso superior.” Afirma Tarciana Almeida, psicóloga e professora do curso de Psicologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco(UNIVASF). Ao reforçar a idéia de que a maioria dos jovens do interior, por não se sentirem preparados ou desconhecerem o ensino superior, apenas se formam no ensino médio e seguem direto para o mercado de trabalho, sem nenhuma qualificação.
Isto ainda acontece na realidade vivida pelo jovem brasileiro. Entretanto, com o aumento da renda familiar e da proliferação de faculdades e universidades, a situação começa a se diferenciar. Pois na maioria dos casos, além de estar ocorrendo o movimento inverso, ou seja, os estudantes das capitais estarem se deslocando para o interior, aumentando assim a concorrência; os estudantes do interior se sentem mais à vontade para tentar uma vaga do ensino superior na sua cidade.
Da mesma forma, os alunos que ainda não se definiram qual profissão seguir, encontram problemas na hora de uma boa escolha. “É extremamente importante a decisão da escolha de uma profissão, porque ajuda o jovem a definir além de uma carreira, a definir sua vida, num futuro bem próximo.”, ressalta Umarac da Nóbrega, professor do curso de Administração da UNIVASF.
Confirmando que pelo fato de os jovens não terem uma decisão tomada, podem vir a sofrer influência ao se decidir, pelo meio social em que vivem, por seus pais, parentes próximos e/ou amigos. Outro fator que ajuda para esta indecisão são as novas tecnologias. Muitas acabam por criar variados estereótipos em algumas profissões, exemplificando, as consideradas mais remuneráveis: Medicina, Direito e Engenharias.
A jovem aluna Nadine Gomes, 18 anos, do terceiro ano do ensino médio, do Colégio da Polícia Militar da Bahia, na cidade de Juazeiro, afirma que esta decidida a fazer os cursos de Psicologia e Jornalismo, em faculdades federais e estaduais. “Além da vontade própria, fiz pesquisas e também tive a influência e o incentivo de amigos.” ressalta. Já Flávia Gomes, 16 anos, estudante de terceiro ano do Colégio Geo-Juazeiro, decidiu prestar vestibular para o curso de Medicina, pela sua própria vontade e por ser um sonho de criança.
“Decidi ser engenheiro civil, porque eu quis, pois, se dependesse dos meus pais eu seria outra coisa, como Policial Civil.”, comenta Everton Antonio da Silva, 15 anos, estudante da Escola Rui Barbosa, ao ser questionado pela sua escolha profissional e ainda afirma que a questão de mercado teve peso importante na sua decisão.
“Logo, o indivíduo deve se conhecer e conhecer a realidade profissional que quer ou deseja.”, defende Tarciana Almeida, psicóloga e professora do curso de Psicologia da UNIVASF, mostrando que o jovem deve sim tomar uma decisão, que seja apenas sua e não influenciada por ninguém e que para isso, ele deve buscar orientação especializada, fazer testes vocacionais e conhecer os benefícios e malefícios de sua futura profissão.

                                                    Por Emaísa Lima

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