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28 de ago de 2009

"Toma e lê!"

Márcio André Teixeira Barradas

Consagrado da Comunidade Católica Shalom

“O santo que mais falou de si mesmo – mas o fez com sinceridade e simplicidade, transformando em confissão, isto é em louvor a Deus, tudo o que lhe pertence – não é fácil falar. Homem e mestre, teólogo e filósofo, moralista e apologista: todas as imagens que transparecem como que em filigrana, e todas válidas, a quem observe perto Santo Agostinho de Hipona, bispo e doutor da Igreja. Homem, antes de tudo, com inquietações, os anseios, as fraquezas, como nos apresenta a leitura de suas confissões, nas quais mostra a realidade nua e crua de sua alma com sinceridade e candura”.
 “Meu Deus, faze que eu recorde tua misericórdia para comigo e a proclame para agradecer-te. Que meus ossos sejam penetrados por teu amor e digam: Senhor, quem é semelhante a ti?” É importante que nesse dia, possamos olhar para a santidade de Agostinho foi dada por uma experiência forte e profunda da misericórdia e do amor de Deus. Por isso, possamos ler o momento decisivo da sua vida, em que foi o divisor de águas da sua conversão:
 “Quando essas severas reflexões me fizeram emergir do íntimo e expuseram toda a minha miséria à contemplação do coração, desencadeou-se uma grande tempestade portadora de copiosa torrente de lágrimas. Para dar-lhes vazão com naturalidade, levantei-me e afastei-me de Alípio, o necessário para que sua presença não me perturbasse, pois a solidão me parecia mais apropriada ao pranto. Alípio percebeu o estado em que me encontrava: o tom da voz embargada pelas lágrimas, ao dizer-lhe alguma coisa, havia-me traído. Levantei-me; ele permaneceu atônito, onde estávamos sentados. Deixei-me, não sei como, cair debaixo de uma figueira e dei livre curso às lágrimas, que jorravam de meus olhos aos borbotões, como sacrifício agradável a ti. E muitas coisas eu te disse, não exatamente nesses termos, mas com o seguinte sentido: “E tu, Senhor, até quando? Até quando continuarás irritado? Não te lembres de nossas culpas passadas!” Sentia-me ainda preso ao passado, e por isso gritava desesperadamente: “Por quanto tempo, por quanto tempo direi ainda: amanhã, amanhã? Por que não agora? Por que não pôr fim agora à minha indignidade?” Assim falava e chorava, oprimido pela mais amarga dor do coração. Eis que, de repente, ouço uma voz vinda da casa vizinha. Parecia um menino ou uma menina repetindo continuamente uma canção: “Toma e lê, toma e lê”. Mudei de semblante e comecei com a máxima atenção a observar se se tratava de alguma cantinela que as crianças gostam de repetir em seus jogos. Não me lembrava, porém, de tê-la ouvido antes. Reprimi o pranto e levantei-me. A única interpretação possível, para mim, era a de uma ordem divina para abrir o livro e ler as primeiras palavras que a encontrasse. Tinha ouvido que Antão, assistindo por acaso a uma leitura evangélica, sentiu um chamado, como se a passagem lida fosse pessoalmente dirigida a ele: “Vai, vende todos os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus. Depois vem e segue-me.” E logo, através dessa mensagem, converteu-se a ti. Apressado, voltei ao lugar onde Alípio ficara sentado, pois, ao levantar-me, havia deixado aí o livro do Apóstolo. Peguei-o, abri e li em silêncio o primeiro capítulo sobre o qual quis olhar: “Não em orgias nem bebedeiras, nem na devassidão e libertinagem, nem nas rixas e ciúmes. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis satisfazer os desejos da carne.” (...) De tal forma me converteste a ti que eu já não procurava esposa, nem esperança na terra, mas permanecia na fé que em tantos anos já tinha mostrado a minha mãe em sonhos” .
 Que Deus nos renove a graça e a esperança no amor de Deus. Possamos ter a memória de Santo Agostinho como aquele que não descansou até experimentar do amor de Deus. E quando assim o fez, lançou-se na vida entregue a Deus de forma plena, santa e pura. Que Deus nos renove hoje a graça da SANTIDADE.

Texto retirado da Comunidade Católica Shalom e postado por Manu Lima.

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27 de ago de 2009

Diferente?Não!Imagem e semelhança de Deus!

Mulher ‘samambaia’,mulher ‘melancia’, mulher ‘melão’, mulher ‘moranguinho’,mulher ‘caviar’.E essa última escolheu ‘caviar’ porque,segundo ela,já tem muita fruta no mercado e ela é para um paladar mais sofisticado.
Esses são alguns dos ‘adjetivos’ dados a algumas mulheres nos meios de comunicação e que mostram a realidade que se vê hoje: a forte vulgarização do corpo da mulher.
Isso é bem visto em programas de TV os quais além de pôr esses ‘adjetivos’, expressam cada vez mais a idéia de culto ao corpo com a apresentação de mulheres saradas, ‘siliconadas’, ‘gostosas’. A vulgarização também ocorre em músicas como por exemplo no trecho de uma que diz ‘rala a tcheca no chão’; acontece no uso de roupas sensuais; em gírias referentes à mulher ou partes de seu corpo; em fotos; revistas; propagandas.Enfim, essa vulgarização acontece hoje nas mais variadas formas.
E tudo isso afasta a mulher (não só ela, mas o homem também) daquilo que é em sua essência: ‘imagem e semelhança de Deus’(“Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.Gn 1,26). E como tal, somos chamadas a preservar o nosso corpo de toda essa devassidão de hoje através da vivência na castidade.
Quando falo em castidade não me refiro apenas a sexualidade, pois ‘ser casto abrange toda a pureza de coração, de intenções e de desejo sincero de fazer a vontade de Deus’ (formação Shalom). Ou seja, a castidade envolve toda a forma de ser e viver de uma pessoa, devo ser casta no que falo, como me visto, como me comporto, no meu olhar. Essa pureza de coração ‘liberta a pessoa do erotismo tão difuso e afasta-a dos espetáculos que favorecem o voyeurismo e ilusão’(CIC 2525).
Decidir-se pela castidade não nos faz sermos estranhas ou ‘diferentes’ no que se diz normal hoje, nem tão pouco sermos menos mulheres. Essa decisão nos leva a uma intimidade maior com Deus e a nos tornarmos mais semelhantes com o próprio Cristo. Um grande exemplo disso é Maria, ela deu seu sim incondicional e foi fiel. Viveu plenamente sua sexualidade feminina e maternidade na pureza, na castidade, na fidelidade e na obediência a Deus, por isso ela era (e é) um reflexo singular do próprio Deus. Ele nos criou para sermos santas e não para sermos vistas como meros objetos de prazer.
Quem, de fato, crê e ama de verdade não tem medo de ser diferente, ser aceito ou não pelo mundo tem pouca importância. O que importa é Aquele a quem ama e para quem vive e aqueles para quem Ele ama e vive.
Termino com uma reflexão de D. Rafael Cifuentes sobre o poder da graça e da virtude da castidade sobre o amor humano:
“O amor humano, que vem da natureza, e o divino, que provém da graça, entrelaçam-se e complementam-se: a graça fortifica, eleva, sublima a natureza. É um privilégio único do ser humano que a vida sexual, que deriva da natureza, esteja impregnada pelo amor de Deus que deriva da graça. Dito de maneira mais clara, a energia sexual, a libido, é banhada, é tonificada pelo amor de Deus. O amor de Deus eleva de tal modo o instinto sexual que muda profundamente a sua contextura. Assim, é possível viver de modo estável e gostoso a virtude da castidade.”


Por Emanuela Lima.

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22 de ago de 2009

Viver.....................

É sempre uma complicação viver num mundo em que todos são loucos por alguma coisa.

Complicado não ter ou sentir raiva disso.

Como também deixar que muitas coisas nos abatam, devemos viver intensamente sem medo de nada, afinal se sabemos quem somos, nada devemos temer.


por Mai Lima

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