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13 de jul de 2010

Brasil perdeu a copa,e agora?

Como aprender com os erros

 Assistimos nessa sexta-feira, dia 02 de julho a triste derrota do Brasil para a Holanda nas quartas de finais da Copa da África. Perdemos por 2 a 1. Que jogo. Quanta emoção em campo e nos lares, praças e locais onde milhares de brasileiros se reuniram para assistir esse tão importante jogo. Começamos bem ao ponto de fazermos o primeiro gol do jogo. Tudo estava á nosso favor no primeiro tempo. Demonstramos um bom futebol nos primeiros minutos do jogo. Porém as coisas começaram a ficar difíceis para o nosso lado no segundo tempo. Surgiu o primeiro gol do adversário e com ele veio uma onda de intabilidade emocional em nossos jogadores. O Jogo ficou tenso. Isso era notório no Dunga e em todos os jogadores em campo bem como nos torcedores presentes no estádio. Enfim, perdemos. Fomos goleados pela Holanda. Fica a esperança e o desejo para a próxima copa em nossa casa, em 2014. Quem sabe o nosso hexa virá em 2014. Com esse acontecimento tão recente e que deixou lembranças em toda a nação brasileira, quero fazer uma pequena reflexão. Como nos portamos diante de uma derrota? Como agimos diante de um fracasso, de uma derrota. Isso em todos os aspectos da nossa vida. No trabalho, nos estudos, num relacionamento e as vezes até em situações dentro de casa. Qual tem sido nossa postura como seguidores de Cristo diante da derrota? Bom, para começo de conversa tenho que dizer que o fracasso, a derrota são coisas naturais, comuns em nossa vida. Todos nós mais cedo ou mais tarde haveremos de passar por essa esperiência. Faz parte da vida do homem aqui na terra. Erramos o alvo com muita frequência e às vezes temos posturas esquisitas diante do erro. Às vezes ficamos chateados, mal-humorados, tristes e até depressivos. Tratamos mal as pessoas que nos são próximas, etc. Precisamos aprender com Jesus a nos posicionar como homens e mulheres de fé diante do fracasso. É bom lembrar que a vida não acaba com uma derrota. O Cristão é aqule que não desiste fácil. É um lutador. Ele cai e levanta. Levanta e cai. Diante de uma derrota devemos parar e avaliar o que a motivou. O que fizemos de errado. Como poderíamos ter evitado a derrota. Como faremos para superar o ocorrido. Quais as lições que tiramos de tudo isso. Quando agimos assim vivenciamos aquilo que o apóstolo Paulo diz em uma de suas cartas; “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus”. Vamos lutar, agir e dar a volta por cima diante de nossas derrotas. Nada de ficar parado resmungando, triste e abatido achando que tudo estar perdido. Nada de ficarmos colocando a culpa nos outros. Nada disso. Vamos assumir nossos erros. Só assim cresceremos. Que fique claro para nós o seguinte; “Em Cristo somos mais que vencedores”. Levantemos a cabeça e continuemos a lutar. Pra frente Brasil, pra frente povo de Deus. Filhos da terra de Santa Cruz.

 Vanilton Lima – Secretaria de Planejamento e Gestão Shalom.

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8 de jul de 2010

Pró Vânia: Um doce de pessoa

Com uma aparência calma, serena, Francisca Erivânia L. Marques, 36, natural da cidade de Parnamirim (PE), é mais conhecida como “a Pró” ou “Pró Vânia”, pelas suas alunas. Estas são senhoras com idade entre cinqüenta e oitenta anos e uma voluntária: a Lú, que recebem a sua orientação, no projeto voltado para a terceira idade, desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESC), da cidade pernambucana de Petrolina (PE). Formada no curso de Licenciatura Plena em Pedagogia/Programa Especial, pela Universidade do Estado de Pernambuco (UPE) e com pós-graduação em Psicopedagogia pelo Instituto Superior de Teologia Aplicada (INTA), ambas com campus petrolinense; a Pró Vânia, como gosta de ser chamada, tem a maestria e a docilidade em passar os assuntos para os seus aprendizes. O trabalho dela se iniciou no começo deste ano, quando passou no concurso da prefeitura e aceitou a proposta de dar aulas no curso de Artes, para a “melhor” idade de Petrolina. “Eu já trabalhei com alfabetização de idosos, há um tempo atrás. Quando surgiu a oportunidade de poder ensinar artes, resolvi aceitar, mesmo não sabendo de muita coisa.”, afirma à Pró Vânia. Num período de dois meses, cerca de 60 idosos, divididos em dois grupos: o do bairro da Pedra Linda e da Vila Mocó, produzem peças, feitas de trabalhos manuais. “Todos aqui são artistas. Só precisam de um incentivo”, destaca a professora, que ainda acrescenta: “O objetivo desse trabalho, é poder levantar a autoestima deles”. Muito de seus alunos tem uma história sofrida de vida, seja por sofrer humilhação de seus familiares, cônjuges e/ou pelo próprio corpo social de Petrolina (PE). Os encontros acontecem duas vezes na semana, nos dias de segunda e terça-feira, a Pró vai dar aulas no bairro da Pedra Linda e na quarta e quinta-feira, é a vez do pessoal da Vila Mocó realizar suas atividades. Na sexta-feira os dois grupos se reúnem e para trocarem experiências. Por exemplo, o lugar das reuniões dos alunos da Vila Mocó é na Creche Nosso Espaço (Dona Duzinha), mas, como estamos em período de férias, elas foram transferidas para o Colégio João Barracão , um colégio público petrolinenese e depois de um certo tempo, passaram a ter suas aulas na própria casa da professora ou de uma das alunas, chamada de ‘Sinhá’. O projeto é amplamente amparado pela Prefeitura de Petrolina, que dá todos os materiais para confecção das peças e do lanche, dão transporte (quando solicitado), realizam festas em comemoração a datas especiais (Dia das mães, São João, por exemplo), dentre outros. Entretanto, a Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESC), recolhe todo o material produzido pelos idosos, para colocar à venda, numa feira -que ainda não tem data para acontecer- que será realizada no intuito de conseguir dinheiro, para desenvolvimento do projeto. “Com o dinheiro que esperamos ganhar nesta feira, estamos pensando em fazer uma excursão com eles” diz a Pró Vânia. Com uma voz mansa, jeito calmo, a “Pró Vânia”, consegue conquistar todas as suas alunas, “A nossa ‘pró’ (como é conhecida) é um doce, maravilha de pessoa, ensina a gente direitinho.” segundo a irreverente Dona Sinhá, que ao fazer este comentário, olha para as companheiras e recebe toda a aprovação delas no que acabara de dizer. Assim, fica claro que ganhar o apreço de uma pessoa é muito simples, basta apenas que a maneira de tratamento seja de igual para igual, é isso que a “Pró Vânia” está conseguindo com o pessoal da melhor idade da cidade pernambucana de Petrolina.

                                                            Por Emaísa Lima

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Pés cansados-Sandy Leah-Manuscrito//

Fiz mais do que posso
Vi mais do que agüento
E a areia dos meus olhos é a mesma
Que acolheu minhas pegadas
Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.
Eu lutei contra tudo
Eu fugi do que era seguro
Descobri que é possível viver só
Mas num mundo sem verdade.
Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.
Sem medo de te pertencer.
Voltam pra você.
Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.
Meus pés cansados de lutar
Meus pés cansados de fugir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você
Composição: Sandy Leah e Lucas Lima

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4 de jul de 2010

Uma tarde diferente...

Estou aqui deitada na minha cama e pensando que amanhã vai ser o grande dia, da minha vida. Por isso, lembrei do que passei na tarde do dia de hoje .... São tantas coisas para estudar, que nem sei por onde começar... Mas também, fui inventar de passar e pegar logo essa disciplina, de Cálculo três, na universidade. E o pior, foi que meu sofrimento começou, quando inventei de fazer e ainda passei, no vestibular para cursar Engenharia Mecânica. Questiono-me o porquê de não ter feito humanas ou algum curso mais fácil. Será que estava no meu juízo perfeito? Ou me droguei e troquei de lugar com meu irmão na hora do vestibular? Pense aí numa dúvida cruel... O drama maior é saber se a integral é por partes ou se é a trigonométrica. Acho, que nessa altura do campeonato, com quase uma página inteira do meu caderno, desse maldito cálculo, que nem sei mais quando vai terminar, que não tenho certeza alguma do que estou escrevendo. Meu Deus, quase esqueço de fazer a prova dessa conta, para ver se ela está realmente certa. E se não estiver? Lá vou ter de refazê-la novamente... Como sei que se ficasse em casa, não teria concentração suficiente, melhor dizendo, nenhuma, e como também não tive aula nesta tarde, resolvi ir à universidade, para a biblioteca, estudar. E aqui estou eu, sentada na cadeira, com meu caderno aberto, a minha calculadora científica ligada, para fazer essas contas chatas. O detalhe: estou pronta para meter a minha cabeça na mesa, na busca pelo que restou do meu juízo, se ele ainda existe. Tem tanto número aqui, que estou me perguntando se um mais um é igual a dois e se vou ter que provar isso também. Antes de fazer isso, ameaço cair no choro e abaixo o meu rosto, colocando-o como se eu fosse uma criança triste, entre os braços. Quando, enfim sinto que as lágrimas vão começar a cair, escuto uma voz parecida com a do nerd da minha sala, que me pergunta se eu estou bem. O mais estranho, é que levanto a cabeça e começo a sorrir para uma pessoa que nem fala direito comigo na sala de aula. E, como se nada estivesse acontecendo nesta tarde fatídica respondo para ele: “Estou bem, obrigada, apenas cansada.”. Nossa, eu deveria ganhar um oscar por melhor atriz de drama ou alguma coisa parecida. Mas, não tenho consciência nenhuma da carreira que escolhi para minha vida. Era isso mesmo que eu queria? Para minha sorte ou meu azar, não sei dizer exatamente, ele se afasta e se dirige a seção mais temida da biblioteca, um lugar onde se encontram os piores autores para estudos no curso de engenharia. O chocante foi ver o maluco sair de lá, rindo e em suas mãos três livros de cálculo; enquanto que eu estou aqui sofrendo com apenas um autor, ele me aparece feliz e com três? Agora, me pergunto se ele é assim na real ou está como eu, louco para chorar? Como dizia Shakespeare: “Ser ou não ser, eis a questão”. O duro nem foi isso, fora estar perdida e no meio de tantas contas, ainda fico lembrando do que aquela professora aloprada falou em sua última aula, antes da prova, “Olhem aqui, vocês estão pensando que essa disciplina não reprova, não é? Ela reprova sim e eu não estou de brincadeira. Com o pessoal da turma de Geometria Analítica, foi assim e mesmo assim muitos perderam.” Só de recordar este discurso, profetizado por ela e encontrar pessoas que confirmaram isso para mim, comecei a suar frio e a rezar. E nas minhas orações, eu pedia a Deus e ao meu incosequente anjo da guarda, que me deixou fazer exatas, para abrir esses tortuosos caminhos e me trazer a paz mental que tanto necessito. Quando julgo ter conseguido me alcamar, volto a resolver as questões. Nem a vejo entrar na biblioteca, só sinto um tapa no meu ombro e mesmo assim, nem dei tanta importância, pois, pensei que fosse aquele xarope de computação, que vive me paquerando. Levantei a mão, mas permaneci concentrada naquele martírio. Agora, escuto aquela voz dizendo, “Gosto de ver meus alunos assim, bebendo de outras fontes. Porque se ficar só no arroz com feijão na minha disciplina, não vai para frente não.”. Parei, refleti, pisquei os olhos e direcionei a minha cabeça para onde vinha aquela voz, na tentativa de compreender aquilo que acabara de ouvir e me perguntando o porquê de eu não ter um fuzil AK-47 naquele instante... E ao perceber que quem falava aquilo, era a temida professora, aquela de cálculo três, rindo e brincando com o ‘super-homem dos cálculos’, como se não existisse mais ninguém ali, arregalei meus olhos, de tal forma, que era para ter a certeza daquilo que eu estava vendo e chorei copiosamente. O detalhe foi que ninguém percebeu. As pessoas da biblioteca notaram apenas a minha cara de assustada e amedrontada. Para complicar ainda mais a minha vida, a doida ainda vem, novamente, até mim e pergunta, ironicamente, “Posso saber sobre o que você tanto estuda?”. Primeiro olho para ela e penso no que dizer, fico numa vontade louca de perguntar se é algum tipo de brincadeira ou pegadinha, se a mesma é lesa ou idiota, entretanto, como desejo ansiosamente passar nesta matéria, mostro apenas o meu caderno. A desgraçada ainda sorri e emenda “Que menina mais aplicada.”. Pura falsidade e dissimulação. Nesse exato momento tive a certeza que o jogo era game over para mim. Ao perceber que já anoitecia e que os acontecimentos vividos por mim, nesta tarde diferente de toda a minha vida, já estavam se passando e notar que consegui terminar de fazer a porcaria do cálculo e da prova dessa mesma conta pela terceira vez, resolvi ir para minha casa, descansar um pouco, para depois voltar a estudar. Sinto que beijei a lona por hoje. Antes, ainda dentro da universidade, andei pelos corredores com a cabeça longe, porém, com os olhos abertos. Queria ter a certeza de estar andando sozinha, para ter liberdade para chorar. Não desejo o que passei nem para aquela garota chata, que se acha o máximo, só porque participa de um projeto coordenado pela mesma professora. Como se a Madonna aqui não fosse capaz. Ah vá! Durante o caminho até em casa, com a cabeça mais fresca, descubro que o monstro do medo não está dentro de mim. Acredito na minha capacidade, mesmo que a duras penas. Mas, o monstro fora criado dentro e durante as aulas da temida professora de cálculo três. Pense aí numa ‘lobo-mau’, na intenção de manter a sua fama de ser a melhor de todos. Agradeço a Deus por tudo e ainda bem que meu sono chegou, afinal, preciso desocupar a minha cabeça, pois já são quase três da manhã e meu sofrimento vai começar daqui a seis horas... Por isso, preciso dormir como uma criança, tranquilamente, ou pelo menos tentar. Já que penso nas curvas da integral de uma equação trigonométrica e no limite da mesma... Ai que sono, acredito que vou fazer valer o ditado: “amanhã será outro dia’’. Afinal, sou brasileira e não desisto nunca.                                                                Por Emaísa Lima

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