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9 de out de 2010

O que é Beleza?


 É certo que o homem pensa e age da maneira como quer. E não como uma/a sociedade anseia que o mesmo pense, logo, todos estão livres para poder criar conceitos sobre as coisas, como no caso sobre a beleza.
   A maneira de nomear os objetos, pelo indivíduo, trata-se da questão do uso das palavras, as quais com a força que se apresentam ao serem proferidas; tornam-se um discurso, que por muitos é tomado como verdadeiro e único. Porém mesmo que apareçam inúmeras formas tanto de discurso, quanto de inúmeras interpretações e entendimentos sobre ele(discurso/conceito), deve-se ter mente aberta, para que a devida compreensão ocorra, independente da aceitação que se predispõe por e para cada um.
    Haja vista que a maioria dos conceitos sobre arte, beleza, belo; não estão fechados, como também não são cíclicos, irão além de depender da relação que cada um tem com o indivíduo(objeto e espectador), como também de como cada um analisa, isto é, deve-se ter ciência de como a visão particular do homem influencia no seu entendimento.
    No caso da beleza, tanto o dicionário, quanto os inúmeros e vastos autores, no decorrer da história, tentam classificá-la ou enunciá-la, ou seja, tentam prendê-la a um único conceito; criando a ilusão de que a experiência de sentir, de ter prazer, de conviver com o objeto não é válida para o homem, privando-o de poder atuar como criador de conceitos, de ter prazer ao criar sua própria definição.
    Pois, a graça de entender a complexidade do que realmente seria o conceito/discurso sobre beleza, reside no que Schiller defende em: “ A educação do homem, numa série de cartas”, em específico na “Carta I”, que o mistério reside na compreensão, a qual é feita acerca do objeto em estudo, isto é, vai depender de como cada um tem ou vive a experiência de poder senti-la(beleza), dentro de um contexto único seu.
  Tanto que a sensação de entendimento da beleza, dá-se na sua experiência, que é a relação entre o eu e o isso (pessoa e objeto); resumindo, tem-se uma experiência estética, a qual é individual, única.
   Entenda-se por Estética, como a ciência do belo ou na tentativa de compreender o encanto que a obra de arte proporciona ao espírito humano; ao observar e conhecer o objeto posto em análise.
    Logo, o que é essencial é o olhar único e distinto do homem, junto com a experiência, os quais proporcionam uma gama de distintos sentimentos, os quais se tornam responsáveis pela criação dos discursos/conceitos , isto é, a apresentação daquilo que é posto como objeto de estudo, como no caso o que realmente se definiria beleza.
     E nunca deixar que apenas uma forma de denominação(compreensão) de algo, como beleza, seja ‘jogada’ no meio em que ela vive; mas sim dialogar com as inúmeras opiniões sobre o referido tema, assunto(beleza). Afinal, cada um, apresenta um olhar, uma experiência e a sua “própria” compreensão/definição sobre beleza, a qual não trata-se apenas como ciência do belo, mas o modo como cada um analisa ou é capaz de analisar o objeto em estudo seja ele uma obra de arte, uma música, escultura, dentre outros.


Por Emaísa Lima




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